Conversando sobre Mateus 5 com George Knight

Em Construção

Fonte:   Caminhando com Jesus no Monte das Bem Aventuranças

Mateus 5

Primeiro Passo: O caráter do cristão

5:3 Bem aventurado os pobres de espírito = deles é o Reino dos Céus

Ele não estava preocupado com a admiração do mundo à Sua volta. Preocupava-Se em estar em sintonia com Deus.

Como resultado, Sua mensagem é o oposto daquela da cultura em geral. É uma mensagem contrária à sabedoria do mundo.

→ Orgulho do próprio espírito = centro do pecado
→ pecado é o amor mal dirigido = desviar o nosso amor de Deus e do nosso próximo para o nosso próprio EU e ter orgulho dele.

Orgulho e pecado permanecem no centro do problema do pecado

1º Passo : Reconhecer a infecção = diagnosticar o problema

. Reconhecer-me infectado

. Discernir que preciso de um novo pensar: renovação e transformação da mente.

Deus precisa agir na minha vida. Tomar minha vida egoísta e centralizada no EU e transformá-la em uma vida de amor transbordante, tanto por Ele como por meus semelhantes. Não há nada mais perigoso para o cristianismo do que o orgulho espiritual.

“O reino de Jesus é um reino radical, e seus cidadãos também serão radicais. Essa é a mensagem surpreendente das Bem-aventuranças, do Sermão do Monte, e de todo o Novo Testamento.”

→ “Temos que escolher entre Jesus e o mundo – entre seus valores e os dEle.

Daniel 4: 30

Tinha orgulho – de quem ele era, de suas realizações, de sua dignidade. Ele era qualquer coisa, menos humilde de espírito. Tinha orgulho do seu espírito e gostava dele.

A atitude espiritual de Nabucodonosor está exatamente no centro do problema do pecado. O pecado é amor mal dirigido. A essência do pecado é desviar nosso amor de Deus e de nosso próximo para nosso próprio eu. É colocar nosso insignificante eu no centro de nosso universo e ter orgulho dele.

Esse foi o problema de Lúcifer. “Eu subirei ao céu”, ele cogitou; “acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, … subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” Isa. 14:13 e 14 – Em poucas palavras, Lúcifer se tornou o deus de sua própria vida. Ao fazer isso, se tornou Satanás, o adversário de Deus e de Cristo.

Adão e Eva seguiram um caminho semelhante quando escolheram sua própria vontade, acima da vontade e palavras de Deus em Gênesis 3. Esse pecado rebelde tem resultado em toda a miséria que desde então infectou o planeta Terra. O orgulho e a autossuficiência permanecem exatamente no centro do problema do pecado. 

A maior necessidade dos seres humanos é de um transplante de coração. Deus deseja tomar minha vida egoísta e centralizada no eu e transformá-la em uma vida de amor transbordante, tanto por Ele como por meus semelhantes.

O primeiro passo na cirurgia realizada por Deus no coração é diagnosticar o problema.

Lucas 18:11 e 12

→ Não há nada mais perigoso para o verdadeiro cristianismo do que o orgulho espiritual. Como Ellen White apresenta: “Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o ser humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável.” – Parábolas de Jesus, pág. 154.

5: 17

→  “Nos versos 17 a 20, Ele não só informa que Seu ensino não é discordante da lei e dos profetas (o Antigo Testamento), como também indica que é bem diferente do ensino dos escribas e fariseus.”

5: 20

→ “Com o texto de Mateus 5:20, Jesus monta o palco para o que vem em seguida.”

→ “Em Mateus 5:20, Ele afirmou categoricamente que a menos que a justiça de uma pessoa excedesse a dos escribas e fariseus, ela não entraria no reino dos Céus.

→ “Frederick D. Bruner, teólogo presbiteriano, apresenta de maneira apropriada o intento de Jesus: “Vemos que entre os versos 17 e 20, a ordem passa gradativamente da teoria para a prática. E finalmente Jesus nos deixa com a suprema advertência:   Se a Escritura não nos torna justos, justos além da justiça das pessoas mais sérias da comunidade do antigo povo de Deus – os instrutores da Bíblia e os membros do farisaísmo separatista – não entraremos no reino. O propósito da Escritura, afinal, não é tanto a doutrina correta que ela encerra, mas a obediência pessoal a ela. O alvo da Escritura é a piedade da obediência. O assunto do pingo nos is e o corte nos tês, é o comportamento daqueles que os leem. O verso final na doutrina da Escritura de Jesus [Mat. 5:20] é completamente moral e até mesmo salvífico. Jesus nos adverte de que se a Escritura não atingir sua finalidade em nós – a justiça – ela dará fim a nós. A vida ou morte depende da nossa resposta a este Livro.”

→ “Agora estamos prontos para examinar tanto a coerência como as diferenças, enquanto Jesus, o legislador, pessoalmente nos mostra e expõe a profundidade e a amplitude do significado da lei.”

5: 21- 22

→ “… os escribas e fariseus, que tomaram a lei de Deus no Antigo Testamento e criaram uma tradição verbal para proteger essa lei e aplicá-la à vida do povo. Esses líderes judeus eram geralmente sinceros em seu esforço por tomar a lei significativa. Mas a sua sinceridade não os protegeu do erro.”

→ “Ouvistes que foi dito” e “Eu, porém, vos digo”. 

“Estas palavras são de importância crucial na compreensão de Mateus 5:21 a 48, e de todo o Sermão do Monte.”

→ “Jesus não hesita em apresentar-Se como uma autoridade”

→ “Ele não está agindo como um rabino comum”

→ “Jesus não baseia Seu ensino na autoridade de outros. Não, Ele era a autoridade no que se referia à lei.”

→ “Jesus aborda a lei não como um mero instrutor, mas como o legislador, Aquele que conhece a extensão e a profundidade da lei, porque Ele é o Deus que deu a lei.”

→ “Jesus Cristo não era mero homem, mero expositor da lei, ou simplesmente um outro profeta.

→ Ele “não Se envergonha de reivindicar Sua autoridade como Senhor da lei.

→ “Os fariseus eram excelentes na letra da lei, mas fracos no espírito da mesma. Eles eram perfeccionistas por excelência, e todos os perfeccionistas precisam de uma lista do que fazer e do que não fazer. Os perfeccionistas precisam tornar a lei controlável, se quiserem guar- dá-la com perfeição.”

→ “O grupo dos fariseus não só restringia o significado dos mandamentos para tornar a perfeição possível, como também ampliava a per- missividade da lei a fim de que, por exemplo, um homem pudesse divorciar-se de sua esposa pelas razões mais triviais, sem ser considerado um transgressor da lei.”

→ “Jesus inverteu a tendência judaica de restringir o significado da lei e ampliar a sua permissividade. Recusou seguir as regras do jogo deles. Ele foi além da letra exterior da lei e até o seu íntimo propósito espiritual. Assim mostrou que a raiz do problema não é o ato, mas o pensamento que antecede o ato. Como resultado, até o desejo sensual por outra pessoa é pecado; até ficar irado contra outra pessoa é pecado.”

→ “Dessa maneira, Jesus destruiu o perfeccionismo fácil dos fariseus.”

→ “Jesus não apenas preencheu a profundeza espiritual do significado da lei; Ele também removeu a permissividade legalista que os fariseus erigiram para proteger a própria imagem.”

→ o propósito de Jesus não é fazer-me sentir bem. E ajudar-me a compreender a natureza do pecado e minha grande necessidade de Sua graça perdoadora e habilitadora.

O que Jesus quis dizer ao mencionar que o fato de irar-se contra outra pessoa está incluído no verdadeiro significado do sexto mandamento?

No grego existem duas palavras para ira. A primeira é thumos, e se refere àquela ira momentânea, que se inflama como a labareda em um monte de palha. E a ira que rapidamente arde e com a mesma rapidez morre. Essa não é a ira a que Jesus se refere em Mateus 5:21.

Jesus usa a palavra orge. Orge é a ira duradoura, a ira da pessoa que nutre seu sentimento contra a outra, a ira que a pessoa acaricia e recusa deixá-la morrer. É a ira que busca vingança.

Essa ira, sugere Jesus, é a mesma coisa que o homicídio. E a raiz do forte sentimento do coração e da mente que leva ao homicídio. E mesmo que não leve a cabo o ato, a pessoa que nutre a ira orge está em desarmonia com Deus e debaixo de juízo.

→ Deus odeia o pecado. Jesus odeia o pecado. Seu coração amoroso fica sobrecarregado ao ver destruídas a felicidade e a vida de Seus filhos. Eles estão irados com o pecado e seus resultados.

→ Por causa do grande amor dos membros da Divindade pelo ser humano, Eles Se iram contra as coisas que destroem as pessoas. A ira de Deus é uma santa indignação.

→ Os seguidores de Cristo não só podem como devem possuir essa mesma ira contra o pecado.

→ Como cristãos, devemos odiar o pecado, mas amar o pecador. In- felizmente, com muita freqüência, tomamos o rumo exatamente oposto. Como resultado, geralmente nos iramos contra aqueles que nos menosprezam ou ferem nosso orgulho pecaminoso.

Jesus quer que entendamos isso. Devemos ter o tipo certo de ira, a ira que Ele tem, aquele tipo de ira que odeia o pecado, mas que deseja o melhor para os pecadores e se recusa a abrigar qualquer ressentimento.

Romanos 7: 7- 9

“Que diremos, então? Que a lei é pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei. Porque eu não teria conhecido a cobiça, se a lei não tivesse dito: “Não cobice.” Mas o pecado, aproveitando a ocasião dada pelo mandamento, despertou em mim todo tipo de cobiça. Porque, sem lei, o pecado está morto. Houve um tempo em que, sem a lei, eu vivia. Mas, quando veio o mandamento, o pecado reviveu, e eu morri.”

→ Paulo fora um homem orgulhoso. Era um fariseu entre os fariseus, um dos mais zelosos da sua seita. Se qualquer deles pudesse ter guardado a lei perfeitamente, esse teria sido Paulo.

Ele estava muito bem. Adorava a Deus de maneira suprema, não se inclinava aos ídolos nem tomava o nome de Deus em vão, e era cuidadoso em guardar as inúmeras regras a respeito da observância do sábado. Tampouco cometera adultério, roubara, ou dissera falso testemunho. Afinal, concluíra, ele era uma pessoa bastante boa. Paulo tinha boas razões para ter certa presunção religiosa.

No entanto, ele viu a luz. […] De repente o pecado tomou uma nova forma. Afinal, esse pecado implica uma atitude mental e não um ato físico.

[…]

Paulo podia ficar feliz com suas realizações enquanto estava lidando com a letra da lei, mas sua ilusão de conduta perfeita foi esmagada de uma vez por todas quando ele compreendeu a verdadeira profundidade da lei.

A experiência de Paulo deve ser também a nossa. A profundidade do problema do pecado é revelado no espírito da lei e somos conduzidos até a cruz, onde também morremos para toda esperança em nós mesmos ou nas realizações próprias.

5:23 – 24

Uma das importantes contribuições desses versos é que eles no levam além do negativo, para o lado positivo da religião. Em Mateus 5:21 e 22, Jesus nos diz para evitar a ira centralizada no eu e evitar tratar outras pessoas com desprezo. Mas a pessoa pode evitar todas as coisas negativas e ainda assim não estar bem com Deus.

O cristianismo vai além de meramente evitar o negativo e alcançar o positivo. Se você, meu amigo, pensa que é cristão por aquilo que evita, está totalmente errado. O cristianismo é basicamente algo positivo; é alcançar outras pessoas, mesmo quando elas não merecem. Ninguém jamais chegará ao Céu por causa das coisas que evitou. Jesus nos diz que precisamos colocar nosso cristianismo em prática na vida diária.

Para que o sacrifício seja aceito, ele precisa primeiro ir e acertar as coisas com a outra pessoa.

Como de costume, Jesus aborda o centro da questão. Se você quer estar bem com Deus, precisa estar bem com as outras pessoas.

 Gálatas 3:24

→ é uma coisa dizer que não devo matar, mas é outra bem diferente dizer que não devo abrigar ressentimento ou olhar a outros com desprezo, tanto no aspecto social como espiritual; ou pior ainda, que não devo sequer falar injuriosamente ou fazer fofocas a respeito de outros. Será que Ele realmente quis dizer que destruir (assassinar) a reputação de uma pessoa se enquadra no sexto mandamento?

Quem pode viver por esses padrões?

A verdade é que ninguém pode quando compreendemos a profundidade e a amplitude da lei. Diante do ideal de Deus, somos levados de volta à primeira parte das bem-aventuranças. Mais uma vez compreendemos nossa pobreza de espírito e o peso de nossas falhas em comparação com o que devíamos ser. Ao nos afligirmos e prantearmos essas faltas e nossa necessidade de ser mais semelhantes a Jesus, nosso orgulho é transformado em mansidão.

Como resultado, sentimos fome e sede da justiça, que vêm unicamente por meio da graça perdoadora de Deus. A lei nos conduz de volta a Cristo, para que sejamos justificados. Conquanto a passagem de Gálatas em seu contexto se relacione com a experiência de Israel, ao ser historicamente conduzido por Cristo à lei, ela pode também relacionar-se com a nossa experiência pessoal. Diante da exposição de Jesus quanto à profundidade da lei, somos literalmente levados ao pé da cruz para obter a graça purificadora de Deus.

Temos fome e sede da graça habilitadora de Deus, que nos torna verdadeiramente misericordiosos, puros de coração e pacificadores.

O grande sermão de Cristo é uma unidade. Não é um grupo isolado de declarações sem rima ou motivo. As várias partes se encaixam, e todas elas refletem os ideais de Deus e Seu plano de salvação.

5 : 25 – 26

→ Nessa passagem Jesus dá a cada um de nós um excelente conselho que, se for atendido, tornará nossa vida mais prazerosa. Há várias lições no texto.

A primeira delas é não deixar as coisas se inflamarem. 

Muitas discussões que poderiam ser facilmente resolvidas logo de início, são deixadas a inflamar e deteriorar o relacionamento. Amargura gera amargura. É melhor buscar “sem demora” a restauração de um relacionamento prejudicado, mesmo que não estejamos em falta. Esse é um bom conselho tanto para famílias como para igrejas e comunidades. Acreditem ou não, as coisas podem ficar piores.

Logicamente, Jesus pode também estar sugerindo que devemos nos reconciliar e viver em paz com as pessoas, porque nunca sabemos quando será o fim da nossa vida terrena, ocasião em que será muito tarde para acertar qualquer questão.

Jesus nos aconselha a demonstrar consideração uns pelos outros, mesmo por aqueles que pensamos ser nossos adversários. Isso nem sempre é fácil, mas é cristianismo. Que Deus nos ajude para que cada um hoje possa acertar situações em que tenha ofendido a alguém ou em que outros o tenham ofendido.

5: 27 – 28

A tentação pode se tornar pecado no momento em que me conscientizo dela, quando reconheço que meus pensamentos vaguearam em terreno proibido. A essa altura, tenho duas escolhas. Posso rejeitar a tentação através do poder de Deus, ou posso escolher me demorar mais na tentação e acariciá-la um pouco. Em outras palavras, posso pedir que Deus tome conta de minha vida para que eu consiga vencer, ou posso pedir- Lhe que “suma” a fim de que eu possa desfrutar a lascívia pessoal.

Já descobri que o desejo pelo pecado voluntário me abandona quando me entrego à oração. É o Espírito de Deus que vem em meu socorro quando oro, não só para me causar repugnância pelo desejo pecaminoso, como também para estimular em meu coração o amor cristão aos semelhantes, a mim mesmo e a Deus. A partir de então, não desejarei praticar atos que venham prejudicar nem destruir pessoas e relacionamentos.

Lucas 16 15

O verdadeiro problema dos escribas e fariseus era que eles nunca leram os Dez Mandamentos da maneira adequada. Se o tivessem feito, teriam visto sua profundidade e compreendido que eles não podem ser lidos isoladamente um do outro.

os Dez Mandamentos abrangem muito mais do que as ações; eles falam dos pensamentos que cercam as ações. Só quando Paulo compreendeu a natureza mental de “Não cobiçarás” foi que entendeu o significado da lascívia. O problema com a leitura legalística da Bíblia é que ela deixa de alcançar a intenção e a extensão das recomendações e advertências bíblicas. Como resultado, os fariseus dos dias de Cristo sentiam que estariam fora de perigo se evitassem o ato físico do adultério.

Esse tipo de leitura das palavras de Jesus, em Mateus 5:28, deixava a mulher praticamente livre para desejar um homem. Afinal, não tinha Jesus falado só a respeito do homem desejando uma mulher?

No Sermão do Monte, Jesus coloca um ponto final a toda essa leitura legalística de meras palavras. De ponto em ponto, Ele leva à compreensão do significado mais profundo que as palavras encerram. Ele conduz a mente para além da letra até o significado espiritual que dá vida às palavras. Ele deseja que leiamos com maior entendimento.

Gênesis 3:6

… o maligno sugeriu a Eva que não se podia confiar em Deus (Gên. 3:1-5). Em resultado, Gênesis 3:6 relata que Eva tomou o fruto e comeu.

Ela tomou. Mas observe que algo aconteceu na mente e no coração de Eva antes dela tomar o fruto. Quando tomou o fruto, já havia pecado. Em outras palavras, ela dissera a Deus que Se afastasse, que ela sabia melhor do que Ele o que era bom para si mesma. Ela rejeitou a palavra e a vontade dEle, substituindo-as pela própria sabedoria e vontade. Antes de alcançar o fruto, ela já colocara a sua vontade acima da vontade de Deus. Colocara o eu no trono da sua vida, no centro do seu universo, destronando desse modo o próprio Deus. Na realidade, concentrara seu amor em si mesma, em vez de concentrá-lo em Deus. Essa é a essência do pecado.

Eva cometeu pecado no momento em que amou a si mesma e ao desejo próprio mais do que a Deus e a Sua vontade. Ela cometeu pecado em seu coração. E o pecado do coração a levou a tomar o fruto e comer. Pecados íntimos do coração conduzem a pecados por meio de atos.

Essa é a perspectiva que Jesus está desenvolvendo no Sermão do Monte. Pecado é muito mais do que os olhos podem ver. Pecado envolve muito mais do que atos. Só porque evito cometer o ato, não quer dizer que sou reto diante de Deus.

Romanos 7:14 – 15

Platão comparou o eu interior das pessoas a alguém cuja tarefa era conduzir dois cavalos. Um cavalo era manso e obediente às rédeas e às palavras de ordem, mas o outro era selvagem, indomável e rebelde. O primeiro cavalo se chamava razão, enquanto o segundo se chamava obsessão.

… sua análise do problema humano está bem próxima da de Paulo, e ilustra muito bem a luta que enfrentamos dentro de nós mesmos na vida diária. Até mesmo cristãos convertidos têm de lidar com os resíduos do pecado em sua vida. Podemos ter novo coração e nova mente, mas os velhos modos de pensar e agir estão escondidos abaixo da superfície, prontos a saltar para fora e assumir o controle. Por isso, como diz Paulo, precisamos morrer dia após dia (I Cor. 15:31). […] A santificação progressiva é verdadeiramente uma obra da vida inteira.

A raiz do problema humano é a obstinação da natureza pecaminosa.

E importante que, como cristãos, compreendamos a profundidade do problema do pecado em nossa vida. Só então entenderemos nossa necessidade da generosa graça de Deus para perdão e para verdadeiramente guardarmos Sua lei.

Jeremias 17:9

Através dos séculos, os fariseus e outros semelhantes a eles quiseram definir pecado unicamente como transgressão da lei, apenas como um ato. Mas Jesus deu fim a tal definição entre os cristãos. O pecado é primeiramente algo interior. Depois torna-se exterior.

O aspecto interior do pecado pode ser muitas coisas. Primeiro, é a força que escraviza a pessoa. Isso fica claro em Romanos 6:16, quando Paulo diz que os que praticam o pecado são na verdade seus escravos.

Os pecados exteriores não são senão os sintomas de uma enfermidade chamada pecado. Contudo, os sintomas não têm importância, mas a doença.

Em segundo lugar, ele é sutil. Ele nos ilude e engana, sugerindo ao nosso coração a ideia de que não seremos tão maus, se tão-somente evitarmos atos pecaminosos. Muitos homens e mulheres altamente respeitados, que jamais cometeriam adultério, levam uma vida mental de adultério ou de impureza. […] E muitos são adúlteros vicários.

Em terceiro lugar, o pecado exerce um efeito perverso sobre a natureza humana. Desse modo, as dádivas divinas do sexo e outros desejos ficam desfiguradas de seu propósito legal. E como resultado, excelentes e preciosas dádivas são usadas de maneira incorreta.

Jesus veio para nos libertar da escravidão, do efeito sutil e perverso do pecado. O evangelho de Sua graça pode dar-nos força para nos libertar do poder do pecado.

Hoje é o dia da nossa salvação. Vamos convidá-Lo a entrar em nosso coração e vida agora mesmo, para que possamos neste dia estabelecer uma comunhão mais íntima com Ele. Uma comunhão mais íntima com Deus pode também significar um melhor relacionamento com nosso cônjuge, nossos pais, filhos e demais pessoas.

Lucas 15:10

→ O orgulho humano sussurra em nossos ouvidos que somos capazes de solucionar nossos próprios problemas, se tão-somente nos esforçarmos o suficiente.

→ À semelhança de Martinho Lutero e outros monges medievais, me propus a derrotar o dragão do pecado por meio de minha conduta e de esforços próprios. E tentei, com todo o coração.

Menos de uma década depois, porém, desisti sentindo-me totalmente fracassado. Seguiram-se anos de desânimo e apostasia de tudo o que eu sabia ser a verdade.

Só mais tarde é que encontrei o Jesus do Calvário. Eu fora adventista, mas não conhecia a Jesus. Por isso, tive que me arrepender de minha autossuficiência; tive que me arrepender de procurar a salvação pelo método dos fariseus.

5 29

→ O sentido que Jesus dá é muito mais radical, muito mais tempestuoso. Ele quer que compreendamos a seriedade da natureza de nossos problemas. E mais que isso, Ele quer que sujeitemos nossa vida e todos os membros do nosso corpo a Ele, de modo que não mais sejamos instrumentos do pecado. Além disso, Ele deseja transformar esses próprios instrumentos importunos de pecado em instrumentos de justiça. As mãos e os olhos da pessoa salva devem ser colocados ao serviço de Deus.

→ As promessas de Deus são muito maiores e mais abrangentes do que a maioria de nós percebe.

→ A Bíblia descreve o processo de tornar-se cristão como a morte e um novo nascimento. Ser salvo em Cristo não é uma experiência parcial. E uma experiência total, que afeta todos os aspectos da minha vida, inclusive a maneira como penso a respeito do sexo oposto e até como me visto para estimular pensamentos impróprios. Com muita frequência, ao lermos Mateus 5:29 e 30, pensamos naqueles que nutrem pensamentos de adultério. Acho que o princípio que o texto encerra tem algo a ver com a maneira como nos vestimos, falamos e agimos, uma vez que temos responsabilidade para com os outros.

→ Quando Deus diz que todas as coisas em nossa vida podem se tornar novas, Ele está falando sério.

→ Mas, por favor, observe mais uma vez que não fazemos de nós mesmos novas criaturas. Isso é obra do Deus Criador em nossa vida. Tornar-se cristão significa uma transformação total de coração e mente, de modo que aquelas coisas que uma vez odiamos, agora amamos, e as coisas que antes amávamos, passamos a detestar. Sim, isso afeta a maneira como consideramos o sexo. Muitos de nós fomos criados com idéias egoístas a respeito do sexo. Era a lei da rua (selva).

→ O fato de tornar-se cristão muda tudo isso.

5: 30 – 32

→ decepar a mão ou arrancar o olho de alguém não é uma solução suficiente. O problema do pecado é muito mais profundo do que os atos executados pelos membros do nosso corpo. Jesus está dizendo que o problema tem suas raízes no coração e na mente.

→ […] não há nada mais importante em nossa vida do que nosso destino final.

→ o que Ele quer dizer é que qualquer coisa que se interponha entre nós e Deus nos é prejudicial. Qualquer coisa que se oponha à pessoa e sua salvação é considerada um inimigo e deve ser combatida. Não devemos permitir que nada se interponha entre nós e nosso destino eterno.

→ Jesus não está dizendo que há algo de errado com as partes do nosso corpo nem com nossos familiares, mas que eles precisam ser colocados no devido lugar em nossa lista de prioridades. E melhor entrar mancando no Céu do que saltando no inferno.

Romanos 8: 13

→ Jesus está dizendo em Mateus 5 que precisamos levar a sério a questão do pecado. Isso quer dizer, em parte, que os cristãos precisam parar de brincar com a tentação e o pecado. Se não o fizermos, ele acabará nos matando. A sutileza do pecado faz com que pensamentos ilícitos e prazeres carnais pareçam o modo normal de vida.

→ O caminho que a Bíblia aponta é não deixar que o pecado nos seduza e leve à destruição, mas mortificá-lo, levá-lo à funerária. De acordo com o texto de hoje, Deus dá Seu Santo Espírito para ajudar-nos nessa guerra. Não somos deixados a lutar em nossa própria força. Pelo contrário, devemos “mortificar os feitos do corpo” através do Espírito. Precisamos implorar o poder do Espírito a cada passo do caminho.

→ Devemos arrancar e cortar certas coisas de nossa vida.

→ É necessário estar em constante oração durante o dia todo, para que não procuremos lutar contra o inimigo em nossa própria força. Fazer isso seria garantir a derrota. Unicamente através do poder de Deus é que podemos mortificar o pecado em nossa vida.

Filipenses 3: 4 – 8

→ Algumas pessoas, como Paulo antes de sua conversão, acham que o esforço humano é o caminho para a salvação. O que se pode dizer dos fariseus do tempo de Paulo e de todas as outras gerações é que eles são tremendamente sinceros em procurar corrigir o seu problema com o pecado, a fim de estar bem com Deus.

→ Paulo, o rígido e austero fariseu, finalmente conseguiu vitória e paz por meio da aceitação do sacrifício de Jesus no Calvário. Não é de admirar que Paulo considerasse sem valor tudo o que anteriormente entesourava, uma vez que aceitou a Cristo como seu Salvador pessoal.

Romanos 1: 16 – 17

→ Deus quer usar dinamite para mudar nossa vida.

→ A solução que Deus oferece é muito mais radical do que uma cirurgia. É poder sobrenatural.

→ O texto de hoje nos diz que o evangelho (boas novas) “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Essa palavra “poder” me fascina porque, em grego, ela tem a mesma raiz da palavra dinamite.

→ Paulo está dizendo que o evangelho funciona como dinamite em nossa vida quando permitimos a entrada de Deus, quando Lhe damos autorização para reformar nossa vida, tomando-a semelhante à de Jesus.

→ Deus não entra e simplesmente poda este ou aquele problema. Não, Ele está interessado em chegar à raiz do problema, destruí-lo com uma explosão e então recriar nossa vida, tornando-a muito mais bela.

→ Essa é realmente uma boa nova. A verdade é que a solução de Deus para o problema do pecado não só oferece perdão, mas também a possibilidade de uma nova vida nEle.

→ Deus não só criou nossos primeiros pais, como também abençoou o casamento e disse que os dois tornam-se uma só carne. Jesus defendeu a santidade do matrimônio, tanto em Mateus 5 como no texto com ele relacionado em Mateus 19:1-9.

→ o casamento foi planejado por Deus. E uma ordenança estabelecida por Deus e não um mero contrato social.

→ A intenção de Deus não era criar um mundo unissex. Conforme Green comenta: “Há diferenças e funções complementares entre os sexos que são estabelecidas por Deus. Isso é tão óbvio que só precisa ser declarado neste fim de século, quando o homossexualismo chegou a ser considerado uma alternativa igualmente válida para o casamento.”

→ Em terceiro lugar, o plano é que o casamento seja permanente. Nunca houve a intenção de que o relacionamento conjugal fosse quebrado. Qualquer desvio da perpetuidade do casamento é um declínio do ideal.

→ Esse ideal descarta os romances convenientes de tantos povos modernos e a poligamia dos antigos.

Mateus 5: 33

→ Nos últimos poucos versos de Mateus 5, Jesus vem explicando sobre a profundidade e extensão dos Dez Mandamentos. Nos versos 21 a 26, Ele destaca o sexto mandamento (“Não matarás”), e nos versos 27 a 32 discute as implicações do sétimo mandamento (“Não adulterarás”). Agora, nos versos 33 a 37, Jesus Se concentra no nono mandamento (“Não dirás falso testemunho”) e no terceiro (“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”).

Mateus 5: 33

→ a leitura absolutamente literal não concorda com o desígnio de Jesus.

→ Nos últimos poucos versos de Mateus 5, Jesus vem explicando sobre a profundidade e extensão dos Dez Mandamentos. Nos versos 21 a 26, Ele destaca o sexto mandamento (“Não matarás”), e nos versos 27 a 32 discute as implicações do sétimo mandamento (“Não adulterarás”). Agora, nos versos 33 a 37, Jesus Se concentra no nono mandamento (“Não dirás falso testemunho”) e no terceiro (“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”).

→ Nossas palavras estão no centro de tudo o que fazemos como seres humanos. São a base dos negócios, das relações familiares, do governo e das relações internacionais. Quando as palavras não são honestas, tudo o mais começa a desmoronar. Quando um esposo não pode confiar na esposa, quando a mãe não pode confiar em seus filhos, como pode a família funcionar de maneira eficiente?

→ Sem dúvida, um dos maiores problemas de nosso mundo é que falar a verdade se tornou uma virtude muito rara. E os efeitos dessa raridade são evidentes demais em famílias desfeitas, na abundância de tribunais e na desconfiança internacional. Vivemos em um mundo de pecado, e a raiz de muitos deles é fruto da desonestidade. O pai da mentira teve muito êxito.

Mas, como cristãos, queremos fazer parte da solução e não do problema. Ajuda-nos neste dia, querido Pai, a renovarmos nosso compromisso com a importância da palavra verdadeira.

5: 21- 48 (Gálatas 5: 14)

→ Uma coisa que se deve notar acerca das seis ilustrações de Jesus quanto ao verdadeiro significado da lei em Mateus 5:21-48, é que todas elas se originam na segunda tábua da lei. Isto é, todas elas têm a ver com o nosso amor para com outras pessoas. Nenhuma das seis se concentra principalmente em nosso amor a Deus, conforme é apresentado na primeira tábua da lei.

→ “Jesus considerava a lei como uma unidade no sentido de que é impossível amar a Deus sem amar ao próximo.”

→ “a entrada do pecado significou ruptura no relacionamento tanto entre o ser humano e Deus, como entre as pessoas. Quando não estamos bem com Deus, estamos também em desigualdade uns com os outros. Isto é assim porque quando me coloco no centro da vida, vivo conforme os princípios do egoísmo.”

→ “Quando sou curado por Deus, o princípio básico de minha vida muda Nasço de novo, com novo coração e nova mente. Não mais vivo conforme os princípios do egoísmo, mas conforme os princípios do amor divino.”

→ “Esse novo princípio me leva a ter consideração por você como pessoa. Você não é mais como um objeto ou coisa para mim. Assim como eu, você é alguém por quem Cristo morreu.”

→ “É-me impossível estar bem com Deus, sem estar bem com as outras pessoas. Essa é uma das grandes verdades centrais do Sermão do Monte.”

→ “É no relacionamento humano que vivemos nosso cristianismo diário. As relações humanas são o teste rigoroso que determina se realmente nos tornamos cristãos. Esse é o ponto que Jesus está enfatizando em Mateus 5:21-48.’

Mateus 19. 7 – 9

→ As palavras de Jesus não deixam dúvida de que o divórcio é um ato que não corresponde ao ideal de Deus. Por isso, Jesus concorda com o Antigo Testamento, onde Deus disse: “Eu odeio o divórcio.” Mal. 2:16, BLH. Todo cristão deve odiá-lo. Divórcio significa fracasso no cumprimento do ideal de Deus para duas pessoas.

→ As palavras de Jesus não deixam dúvida de que o divórcio é um ato que não corresponde ao ideal de Deus. Por isso, Jesus concorda com o Antigo Testamento, onde Deus disse: “Eu odeio o divórcio.” Mal. 2:16, BLH. Todo cristão deve odiá-lo. Divórcio significa fracasso no cumprimento do ideal de Deus para duas pessoas.

→ Muitos de nós necessitamos oferecer um coração amorável e um ouvido atento àqueles que lutam para manter seu casamento.

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