Ano Bíblico 2019 – 346º Dia – Isaías 56

Leitura Bíblica
O Livro de Isaías




Leitura Complementar


Campeões da verdade, Capítulo 26 – O Grande Conflito ou Os Resgatados
 





Por Ellen White
O Grande Conflito ou Os Resgatados
CPB
A obra de reforma do sábado a realizar-se nos últimos dias acha-se predita em Isaías: “Assim diz o Senhor: Mantende o juízo, e fazei justiça, porque a Minha salvação está prestes a vir, e a Minha justiça prestes a manifestar-se. Bem-aventurado o homem que faz isto, e o filho do homem que nisto se firma: que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua mão de cometer algum mal. […] Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para O servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte, e os alegrarei na Minha casa de oração”. Isaías 56:1, 2, 6, 7. 
Estas palavras se aplicam à era cristã, como se vê pelo contexto. V. 8. Aqui está prefigurado o ajuntamento dos gentios pelo evangelho, quando Seus servos pregarem a todas as nações a mensagem das alegres novas. 
O Senhor ordena: “Resguarda o testemunho, sela a lei no coração dos Meus discípulos”. Isaías 8:16. O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento. Unicamente este, entre todos os dez, apresenta tanto o nome quanto o título do Legislador. Quando o sábado foi mudado pelo poder papal, o selo foi tirado da lei. Os discípulos de Jesus são chamados a restabelecê-lo, exaltando o sábado como o memorial do Criador e sinal de Sua autoridade.
É dada a ordem: “Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a tua voz como a trombeta, e anuncia a Meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados.” Aqueles que o Senhor designa como “Meu povo” devem ser reprovados por sua transgressão — e esta é uma classe que imagina estar fazendo corretamente o serviço de Deus. Mas a repreensão solene dAquele que perscruta os corações, prova que eles se acham a calcar a pés os preceitos divinos. Isaías 58:1, 2. 
O profeta aponta assim à ordenança que tem estado esquecida: “Levantarás os fundamentos de muitas gerações, e serás chamado reparador de brechas, e restaurador de veredas para que o país se torne habitável. Se desviares o teu pé do sábado, e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia, mas se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então te deleitarás no Senhor”. Isaías 58:12-14. 
A “brecha” foi feita na lei de Deus quando o sábado foi modificado pelo poder romano. Chegou, porém, o tempo para que a brecha seja reparada. 
O sábado foi guardado por Adão em sua inocência no Éden; por Adão, depois de caído mas arrependido, quando expulso de sua morada. Foi guardado por todos os patriarcas, desde Abel até Noé, até Abraão e Jacó. Quando o Senhor libertou Israel, proclamou Sua lei à multidão.
Preservado o santo sábado — Desde aquele dia até ao presente, o sábado tem sido guardado. Embora o “homem da iniquidade” tenha sido bem-sucedido em pisar o santo dia de Deus, em lugares ocultos, escondidas, pessoas piedosas lhe dispensaram honra. 

Essas verdades, que se relacionam com o “evangelho eterno”, distinguirão a igreja de Cristo ao tempo de Seu aparecimento. “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Apocalipse 14:12. 
Os que receberam a luz concernente ao santuário e à lei de Deus, encheram-se de alegria ao verem a harmonia da verdade. Desejaram que a luz fosse comunicada a todos os cristãos. Mas as verdades que se achavam em discordância com o mundo não foram bem recebidas por muitos que pretendiam ser seguidores de Cristo. 
Quando as exigências do sábado foram apresentadas, muitos disseram: “Sempre guardamos o domingo, nossos pais o observaram, e muitos homens bons morreram felizes enquanto o guardavam. A guarda de um novo sábado nos poria em desacordo com o mundo. Que pode um pequeno grupo, guardando o sétimo dia, esperar fazer contra todo o mundo que guarda o domingo?” Foi com argumentos semelhantes que os judeus justificaram sua rejeição a Cristo. Foi assim, nos tempos de Lutero, quando os romanistas raciocinavam que os cristãos verdadeiros tinham morrido na fé católica; portanto, essa religião era suficiente. Tal raciocínio se demonstraria uma barreira contra todo o progresso na fé. 
Muitos insistiam que a guarda do domingo tinha sido um costume amplamente difundido da igreja, e isso durante séculos. Contra este argumento se mostrou que o sábado e sua observância eram ainda mais antigos, na verdade tão velhos quanto o próprio mundo — e estabelecidos pelo Ancião de dias. 
Na ausência do testemunho bíblico, muitos insistiam: “Por que não compreendem os nossos grandes homens esta questão do sábado? Poucos creem como vocês. Não pode ser que vocês estejam certos, e que todos os homens de saber estejam em erro.” 
Para refutar esses argumentos bastava citar as Escrituras e o trato do Senhor com Seu povo através dos séculos. A razão pela qual Ele não escolhe mais vezes homens de saber e de posição para dirigir os movimentos de Reforma, é que estes confiam em seus credos e sistemas teológicos, não sentindo que necessitam ser ensinados por Deus. Homens que têm pouca instrução formal são por vezes chamados para anunciar a verdade, não porque sejam iletrados, mas porque não são demasiado auto-suficientes para ser por Deus ensinados. Sua humildade e obediência os torna grandes. 
A história do antigo Israel é um exemplo frisante da passada experiência dos adventistas. Deus guiou Seu povo no movimento adventista, assim como guiou os filhos de Israel ao saírem do Egito. Se todos os que trabalharam unidos na obra de 1844 tivessem recebido a mensagem do terceiro anjo, proclamando-a no poder do Espírito Santo, há anos o mundo teria sido advertido e Cristo teria vindo para a redenção de Seu povo. 
Não era a vontade de Deus — Não era da vontade de Deus que os filhos de Israel vagueassem durante quarenta anos no deserto: Ele desejava levá-los diretamente a Canaã e ali estabelecê-los como um povo santo e feliz. Mas eles “não puderam entrar por causa da incredulidade”. Hebreus 3:19. Semelhantemente, não era a vontade de Deus que a vinda de Cristo fosse tão demorada, e que Seu povo permanecesse tantos anos neste mundo de pecado e tristeza. A incredulidade separou-os de Deus. Usando de misericórdia com o mundo, Jesus retarda a Sua vinda, de modo que pecadores possam ouvir a advertência e encontrar nEle refúgio antes que a ira de Deus seja derramada. 
Hoje, como nos séculos anteriores, a apresentação da verdade suscita oposição. Muitos, com malícia, atacam o caráter e intuitos dos que permanecem em defesa da verdade impopular. Elias foi acusado de ser o perturbador de Israel, Jeremias um traidor, Paulo um profanador do templo. Desde aquele tempo até hoje, os que desejam ser leais à verdade têm sido denunciados como insubordinados, hereges ou facciosos. 
Aqueles exemplos de santidade e inabalável integridade, infundem coragem nos que hoje são chamados a estar em pé como testemunhas de Deus. Ao servo de Deus, no presente, é dirigida esta ordem: “Ergue a tua voz como a trombeta, e anuncia ao Meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados.” “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da Minha boca, e lhe darás aviso da Minha parte”. Isaías 58:1; Ezequiel 33:7. 
O grande obstáculo para a aceitação da verdade é o fato de que isto implica incômodo e vitupério. Este é o único argumento contra a verdade que os seus defensores nunca puderam rebater. Mas os genuínos seguidores de Cristo não esperam que a verdade se torne popular. Aceitam a cruz, tendo em mente o que afirma Paulo: “A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação.” Lembram-se também de alguém da antiguidade, que teve “o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão”. 2 Coríntios 4:17; Hebreus 11:26. 
Devemos escolher o direito porque é direito, e deixar com Deus as consequências. O mundo deve as grandes reformas a homens de princípios, fé e ousadia. Por tais homens tem de ser levada avante a obra de reforma para este tempo. 

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