Haverá conflito no mundo religioso (parte 2)

Sinais do Cumprimento de Uma Maravilhosa Promessa

Como já estudamos segundo a Bíblia a volta de Jesus será antecedida por um forte conflito gerado pelo confronto da verdade com a mentira. 

E perguntamos: “Qual será a razão de tanta perseguição? Melhor, de tanto conflito?
Jesus enfrentou não somente uma geração incrédula, mas principalmente, enfrentou uma forte e equivocada liderança religiosa. Por isso, Ele sabia o que estava dizendo quando advertiu Seus discípulos: “sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.” É, o ‘mundo religioso’ também persegue e mata. A espiritualidade hipócrita machuca, subjuga, engana, desvia a verdadeira adoração, persegue e mata! Mas, faz isto somente porque não está comprometida com a verdade. 

A verdade não precisa da opressão, muito menos da tortura para se firmar. Quem precisa disto é a mentira! O verso bíblico diz que muitos irão “trair e odiar uns aos outros”. Essa traição é estranha em si mesma, afinal, irmãos, pelos próprios princípios da fraternidade não deveriam trair. É mais esquisito ainda que eu esteja aplicando este verso à própria igreja, não é? Eu não estou inventando nenhum conceito novo. Foi Jesus mesmo quem disse que haveria entre os Seus o joio e o trigo.
O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?
Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro. (Mateus 13:24-30)
A Igreja ao longo da história sofreu momentos dolorosos de perseguição interna. As divergências dos ensinamentos pregados no seio do cristianismo sempre foi uma razão para que conflitos fossem gerados.
Com a orientação divina a nação israelita se organizou como sociedade, de uma forma que tiveram uma autoridade espiritual, o sumo-sacerdote e uma autoridade política, que era o rei. Sua grande tragédia, porém, foi que ao crescer como nação se corrompeu doutrinal e espiritualmente. Somente aqueles que estiveram dispostos a obedecer à Lei divina conseguiram vitória apesar da corrupção do povo e dos líderes. Muitos achavam que por terem sido um dia chamados ‘povo de Deus’, tinham a garantia de sê-lo para sempre. Acomodaram-se na fé. Seguiam muitas vezes a Lei, sem verdadeiramente cultuar o Autor da Lei. Ofereciam o cordeiro no altar, sem aprender a reconhecer o verdadeiro significado da morte simbólica do pequeno animal. Por isso, quando Jesus nasceu, poucos perceberam que Ele era o Cordeiro de Deus, o Messias prometido. Poucos viram na cruz o Filho de Deus, o Cordeiro que tira o pecado do mundo. A situação espiritual do povo judeu era calamitosa no tempo de Jesus, daí porque Ele chamou seus líderes religiosos de hipócritas!
O cristianismo foi formado a partir do judaísmo. Erramos quando pensamos que quando os judeus rejeitaram Jesus, eles foram substituídos pelo cristianismo. Doze judeus reconheceram em Jesus o Filho de Deus e eles foram o fundamento da igreja cristã. Essa é a característica que distingue o cristianismo: aceitar Jesus como Salvador e obedecer a Lei de Deus. Satanás sabe disso e fez disso o seu alvo. Em sua sagacidade tenciona a união dos seres humanos sob o seu comando. Numa relação contraditória, ao mesmo tempo em que os confunde quanto à interpretação das verdades contidas na Bíblia e os divide, ele os une através de alguns conceitos para melhor manipulá-los. Conceitos estes que, embora sendo o mesmo, assumem roupagens e interpretações diferentes.
sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Os discípulos viveram essa experiência quando passaram a confrontar os preceitos religiosos estabelecidos. Foi assim também com o movimento da Reforma Protestante. Será assim em tempos que antecederão a volta de Jesus. Por que tenho esta certeza? Porque verdade e mentira não podem ocupar o mesmo espaço. Quando a verdade chega conceitos errôneos estabelecidos são perturbados. Jesus disse: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.” (Mateus 10:34)
Espada é o símbolo da divisão. Muitos que lêem estas palavras escritas na Bíblia interpretam como se Jesus estivesse aqui ressaltando que Ele veio para trazer a discórdia entre os homens. Mas, não! A divisão surge porque a Sua verdade expõe a mentira. Jesus expôs o erro dos homens que haviam deturpado Sua mensagem e a ela acrescentaram seus próprios conceitos. Penso na teologia do medo. Aquela que se apropria de versos descontextualizados da Palavra de Deus para imprimir na mente e coração dos homens o pensamento de que se não for por amor, será pela dor.
Talvez muitos cristãos não concordem comigo, mas penso sinceramente que Deus não está de forma nenhuma preocupado com o “inferno”. Esse “inferno” que tanto tem perturbado pobres mortais. Falaremos sobre a questão desse “inferno” futuramente.
No momento deixe-me apenas tranquilizá-lo de que não há um lugar paralelo à nossa dimensão onde pessoas queimam ou queimarão eternamente. Isto é uma mentira! Uma terrível mentira que o “mundo religioso” inventou para oprimir e dominar. A verdade é que, nós os seres humanos, enquanto em vida, estamos todos sob um forte e sério julgamento divino preliminar, porém, o veredito final não implicará em conivência com a vingança por parte de Deus. Ele sabe que somos pó e Seu critério de justiça não pode entrar em contradição Consigo mesmo.
Preliminar porque o que será levado em conta é o que vivemos e como vivemos em nosso tempo de vida, então se há algo a fazer diante de Deus com relação à nossa espiritualidade e moral tem que ser feito enquanto estamos em vida. A morte faz descansar o ser humano e com ele todos os seus juízos. Não há vida após a morte. Não há um processo reencarnatório onde as pessoas se penitenciam por seus erros. Não há um inferno, muito menos um purgatório, ou um limbo, onde adultos e crianças penam enquanto têm a “alma redimida”. Dentro do conceito do Cristianismo isto é antibíblico.
No futuro, todos os homens, os que estiverem em vida e os que estiverem mortos os quais serão ressuscitados, comparecerão diante do tribunal de Deus. Qual a evidência que tenho para que minha afirmação não se configure no achismo?
Minha base é o conceito que a Bíblia traz sobre morte e ressurreição e a ressurreição de Jesus. A Bíblia é a minha fonte quando o assunto é a espiritualidade. E é nela que está registrada a história mais significativa da ressurreição. Não estou falando da ressurreição do filho da viúva de Sarepta, ou do filho único da viúva que tanto comoveu Jesus, ou da ressurreição de Lázaro, muito menos da filha de Jairo. Embora, cada uma dessas e outras ressurreições que ocorreram tenham um grande e impressionante significado. Na verdade, estou falando da ressurreição de Jesus. A Sua ressurreição venceu o império da morte e todo aquele que passar pela morte e NEle confiar conhecerá essa experiência.
Conversando certa vez sobre ressurreição com um amigo que é ateu ele me disse que a catalepsia explica muito bem os casos que lhe apresentei registrados na Bíblia. Ora, se partirmos do princípio que a catalepsia patológica é uma doença rara e que ocorre em determinadas doenças nervosas, debilidade mentalhisteriaintoxicação e alcoolismo, por exemplo, não é de se estranhar que, como doença rara, no curto período de tempo do ministério de Jesus (3 anos) ela tenha se manifestado com tanta frequencia numa mesma região e num mesmo período de tempo?
Por outro lado, veja o que pensa o espiritismo sobre o que seja a catalepsia:
“O CASO BÍBLICO DE LÁZARO: Nos casos citados pelos evangelistas, o de Lázaro se destaca em virtude de sua estranha particularidade. Era uma situação de catalepsia aguda, com relaxamento dos elos vitais pela depressão causada por uma enfermidade, provocando no espírito encarnado o desejo incontido de abandonar a matéria. O fluido vital que anima os organismos vivos foi quase totalmente extinto, as ligações magnéticas do perispírito com o físico estavam fragilizadas e danificadas pelo enfraquecimento das vibrações e da vontade. Lázaro já cheirava mal, o que é comum em casos de crises catalépticas agudas, mesmo quando provocadas, havendo o risco do paciente ser sepultado ainda vivo.
Não fosse o poder restaurador de uma alma virtuosa como a de Jesus se impor aos fatos, renovando a vitalidade animal com seu poderoso magnetismo e fortalecendo as ligações magnéticas, Lázaro não retornaria à vida. Não fossem as fortes ligações magnéticas aproveitáveis e as reservas vitais conservadas pelo perispírito nas constituições físicas robustas, Jesus não se proporia à cura, pois esta seria impossível.
Muitos homens e crianças têm desencarnado assim. […] Por outro lado, sendo a catalepsia e a letargia um patrimônio psíquico do homem, não propriamente uma enfermidade, sua ação nem sempre demonstra a inferioridade de seu possuidor. Adestradas, ambas poderão prestar excelentes serviços à causa do bem e, tal como as demais faculdades mediúnicas, servem de pasto para terríveis obsessões caso não sejam bem conduzidas.” (http://www.comunidadeespirita.com.br/saude/catalepsia.htm)
Uns crêem que aquelas ressurreições são resultados de patologias, outros admitem a catalepsia como causa, mas não a identificam como doença somente física em si e o que é mais surpreendente, reconhecem a ação e poder de Jesus no ato da ressurreição, embora não atribuam esse “poder” ressuscitador o fato de que Ele seja Senhor sobre a morte. Dizem: “Lázaro não retornaria à vida. Não fossem as fortes ligações magnéticas aproveitáveis e as reservas vitais conservadas pelo perispírito nas constituições físicas robustas, Jesus não se proporia à cura, pois esta seria impossível.”.
O conhecimento equivocado de Quem seja Jesus produz tal afirmação. Jesus não é um homem em estado espiritual elevado. Jesus em Sua natureza divina tinha a potência da Onipotência. Nada. Simplesmente nada Lhe seria impossível! Reprogramar a vida nas células já mortas, refazer sistemas circulatórios, renais, nervosos, respiratórios voltarem a funcionar do que já estaria morto não era nada complicado para quem tudo criou. Quem conhece a Bíblia sabe disto:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens.” (João 1: 1-4)
Mas, as divergências quanto ao conceito de morte e imortalidade não param ai. Falando sobre a morte de Cristo Lane Craig disse: “Cristo não poderia morrer em relação a sua natureza divina, mas ele poderia morrer em relação a sua natureza humana. O que é a morte humana? É a separação da alma do corpo quando o corpo cessa de ser um organismo vivo. A alma sobrevive ao corpo e se unirá com ele novamente algum dia em forma ressurreta. Foi isto que aconteceu com Cristo. Sua alma se separou do seu corpo e seu corpo cessou de viver. Por alguns instantes ele desencarnou. No terceiro dia Deus o ressuscitou dos mortos em um corpo transformado.”
Infelizmente, as interpretações não param nestes conceitos. No entanto, ficaremos apenas nestes. Tenho um profundo respeito por todas essas opiniões, inclusive pelas de Lane Craig por tudo o que ele sabe sobre a verdade, mas esta afirmação que ele disse não é a verdade. Pelo menos, segundo a Bíblia, não é. Ainda que seja uma meia mentira! Assim como as outras interpretações que têm sido dadas sobre o estado do homem enquanto ele está no sono da morte.
Falamos exaustivamente sobre este tema nestes textos. Veja o que diz a Bíblia sobre a morte, a alma, consciência e fôlego de vida:
É o homem Imortal?
Alma Vivente : consciência e fôlego
Você pode está se perguntando qual a relação deste tema com o que é proposto como sinais da vinda de Cristo? Jesus disse que “sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.”
Jesus e Sua mensagem será o foco do conflito. Como bem disse Richard Whaterly1“Uma coisa é desejar ter a verdade do nosso lado, outra coisa é desejar sinceramente estar do lado da verdade.”
São conceitos parecidos, mas com significados diferentes. E o valor está no significado desses conceitos. Se quisermos estar ao lado da verdade, precisamos nos desnudar de nossas “próprias verdades”. E isto é válido para a religião também. Precisamos conhecer todas as verdades ditas segundo Jesus Cristo e não segundo os homens, afinal é Ele o Caminho, a Verdade e a Vida. Se quisermos estar do lado da verdade, não podemos estar ao lado da verdade, isto é, abraçados com a meia verdade.
“Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir” (Marcos 3: 24-25)
As divergências no seio do cristianismo o enfraquecem e o inimigo de Deus sabe disto. Por isso, nossa fé e espiritualidade não podem fundamentar-se em doutrinas de homens. É preciso que voltemos à Palavra. O que Jesus disse sobre a morte? O que Jesus disse sobre o Seu Reino? O que Jesus disse sobre Leis? Leis? Sim, Leis. Suas Leis também são objetos de contestação no seio do Cristianismo. Como cristãos somos cada um de nós convidado, nestas advertências de Jesus sobre traição, tribulação e perseguição, a nos centrarmos em Seu Nome. Nele mesmo. Jesus é a fonte por excelência do que seja a Verdade. Ele viveu tudo o que pregou. Nenhum homem, por mais santo que tenha sido fez o que Jesus fez pela humanidade. Nenhum!
O que motivou a perseguição no interior mesmo do meio cristão está muito longe de um tema apenas. Se você quer aprender sobre um determinado assunto e você busca o que diz a Bíblia sobre este assunto, você não pode basear seu estudo em versos bíblicos isolados. Se agir assim, uma parábola pode virar doutrina, um texto fora do contexto tornar-se-á um pretexto.
Falando sobre os “Princípios de Interpretação” George Knight2 diz: “comece sua leitura orando para receber sabedoria e compreensão. O Espírito Santo, que inspirou a obra dos profetas ao longo dos séculos, é o único a estar apto para desvendar o sentido de seus escritos.
Seu pedido não introduz apenas a realidade objetiva do Espírito em seu estudo, ele também tem uma dimensão subjetiva. Nossa atitude em oração nos sensibiliza e abre nossa mente, nosso coração e nossas vidas a um sincero desejo de conhecer a vontade de Deus para colocá-la em prática em nosso viver.
Segundo, aborde seu estudo com um espírito aberto. Ninguém está livre de preconceitos ou parcialidade. Reconhecemos também que as opiniões preconcebidas concernem todos os domínios de nossa vida. Mas isto não significa que devíamos nos deixar dominar.
Ao contrário, temos necessidade de tomar consciência de nossas parcialidades e de seus efeitos sobre o que lemos e nossas reações em nossas leituras. Neste domínio, deveríamos reconhecer que os preconceitos existem sob duas formas: Os preconceitos a favor e os contra. Os que sofrem de um saber a priori favorável têm a tendência a ter argumentos a favor de seu assunto, mesmo onde eles não existem. Este processo vem, de um lado por seu engajamento e de outro pelo que deturpam dos fatos de maneira inconsciente (ou não). A mesma dinâmica se estabelece com os preconceitos desfavoráveis a uma ideia.
Embora jamais possamos superar nossas inclinações naturais de ter preconceitos, certamente podemos reconhecê-los pelo que são e alterá-los. Assim, uma parte de nossa oração consistirá a pedir ao Espírito Santo para nos ajudar a manter a mente aberta e equilibrada. Poderíamos definir uma mente aberta como estando capaz de mudar frente a uma prova fundamentada.”
E ele conta, então, que durante muitos anos, seguiu a segunda via em suas leituras da Bíblia. Sem pensar nas conseqüências do que fazia, começou a colecionar as citações da Bíblia que lhe pareciam fora do comum, estas que traziam ‘idéias novas’ que ninguém havia descoberto ou assinalado: “Infelizmente, este método de estudo produziu uma teologia que o próprio Deus não reconhecia. Uma técnica que findava em distorções e a insistências que não se encontravam originalmente nos escritos inspirados.
Tal procedimento conduziu os fundadores de uma das Igrejas ao crescimento mais rápido do mundo a batizar os vivos em favor dos seus ancestrais mortos. Observando que em 1 Coríntios 15:29 alguns Corintianos se batizavam em nome de alguns que estavam mortos, este movimento moderno fez deste conceito um elemento fundamental de sua fé, embora tal prática contradiga o sentido profundo do batismo que encontramos no restante do Novo testamento, e que é uma resposta da fé em conseqüência do arrependimento. Este assunto é tocado apenas em um lugar no Novo testamento. É algo marginal, que contradiz o claro ensinamento do apóstolo Paulo sobre a salvação. Esta contradição deveria ter servido de advertência. Tomar um texto obscuro como fundamento de uma doutrina não sai de graça.
O capítulo 15 de 1 Coríntios trata de um assunto decisivo para a teologia cristã, a saber, a realidade da ressurreição corporal de Cristo e a ressurreição, no fim dos tempos, dos que creem Nele. Esta doutrina essencial está no centro do Novo Testamento. Entretanto, alguns em Corinto, duvidavam da ressurreição de Cristo e da futura ressurreição dos santos. Aos que descriam, Paulo respondeu, que a fé deles era vã se não havia ressurreição e que eles eram os mais infelizes dos homens. (cf. v. 12-19).
Esta confusão ia, para alguns dentre eles, até a prática do batismo pelos mortos. Se seguirmos a argumentação do capítulo, é evidente que Paulo não defende a prática do batismo pelos mortos, mas que ele pergunta aos coríntios porque eles agem assim se eles não crêem de forma alguma na ressurreição dos corpos. Paulo coloca em evidência a contradição deles e sugere que a lógica deles deveria lhes conduzir a uma conclusão razoável.
Para concluir, dizemos que alguns coríntios não tinham clareza com relação à ressurreição e o batismo. No entanto, algumas pessoas dos tempos modernos descobriram em 1 Coríntios 15:19 o que eles consideraram como luz nova e têm empregado este texto isolado e obscuro como fundamento de uma de suas maiores doutrinas.
Uma abordagem da leitura que dá ênfase sobre o que é diferente e novo conduz à teologia periférica. E tal teologia está sempre longe de ser bíblica. Outra leitura de 1 Coríntios 15 exige um estudo do tema central que marca todo o capítulo.
Paulo começa dizendo a seus leitores que o centro do Evangelho (ou boas novas) é o Cristo morto por nossos pecados e ressuscitado dos mortos (v.1-4). Ele conclui com a promessa da ressurreição no fim dos tempos dos que aceitaram as boas novas da morte e da ressurreição do Cristo em seu favor. (v.51-56).
O tema central do capítulo é a ressurreição, não o batismo dos mortos. Este último forneceu a Paulo somente uma ilustração de pano de fundo, com a ajuda desta ilustração Paulo coloca em evidência a incoerência dos Coríntios em relação ao assunto tratado. Utilizar uma ilustração para dela fazer uma doutrina é um erro. Elaborar uma teologia periférica pode permitir a qualquer um chegar a “novas luzes”, mas finalmente esta luz pode parecer trevas quando colocada no contexto do ensinamento central e sólido da Bíblia.”
Por isso, Jesus disse: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.
Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? […] Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:13-23)
Como alguém pode estar professando uma fé em nome de Cristo, estando inclusive recebendo respostas de suas orações e ações e Jesus diz: “nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”?
Não há apenas um senhor, então! E o meu clamor é para todos os cristãos, inclusive para mim mesma: A quem temos servido até aqui? Precisamos não apenas desejar a verdade em nossas vidas, temos que ficar do lado da verdade se quisermos estar entre os que o Senhor dirá ser os benditos de Seu Pai.
Deus não fará exigências para nós com relação ao tempo futuro, mas com relação ao hoje: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” (Atos 17:30-31)
Teremos ainda momentos muito difíceis antes do retorno do nosso Senhor Jesus Cristo. Precisamos saber quais tem sido as verdades com as quais temos alimentado nossa fé. O que temos crido tem sido a verdade contada na Bíblia como um todo? Ou minha fé está baseada em versos bíblicos isolados e em conceitos de homens? Não traia e nem rejeite a verdade que tem se apresentado diante de seus olhos.
Está escrito em Apocalipse 14: 6-12: “Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição.”
Grande Babilônia? Sim, grande Babilônia. Babilônia é confusão. E quanta confusão tem ladeado a Verdade!
Prostituição? Sim, prostituição. Prostituição implica em adultério. Na Bíblia é apresentado o conceito de adultério espiritual. Israel por muitas vezes foi disciplinado, advertido por seus adultérios espirituais. Buscou outros deuses e perdeu-se em meio à sua hipocrisia religiosa. Tanto que se tornou cego espiritual. Pregava o Messias e quando este veio não o enxergou. Todo ensinamento que distorce a essência da verdade de Deus é uma mentira.
Em Mateus 24:1-50 encontramos o sermão profético feito por Jesus a respeito da destruição do Templo de Jerusalém e sobre a intervenção divina definitiva na história deste mundo: “Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.”
O templo era o orgulho e o gozo de todo coração judeu. O historiador judeu Josefo compara as muralhas de pedra branca do templo com a formosura de uma montanha coberta de neve. Os discípulos admirados com a beleza do Templo o ressaltam para Jesus. Mas, Jesus decide levá-los a refletirem além de sua curta visão. Jesus prediz para eles a destruição do templo. Esta profecia foi cumprida no tempo da destruição da cidade de Jerusalém efetuada pelas legiões romanas sob o comando do general Tito no ano 70 d.C.
“No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.”
Essas perguntas dos discípulos revelam que eles associavam a destruição de Jerusalém com o climax do fim do mundo, e que eram convencidos de que Jesus era o Messias cuja manifestação futura, em glória, no fim do mundo, ia inaugurar o eterno estado messiânico. Em parte suas convicções, eram corretas.
“E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. […] Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.
E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. […] Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, (…) Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. (…) porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.”
Vigiai. Pois, o principal ainda não se cumpriu. Este é o conselho do Senhor: Vigiar sobre os falsos líderes, os falsos profetas, as falsas demonstrações de religião, as “meias verdades”. Afinal, seremos perseguidos por causa do Seu nome. Que saibamos, então, o que significa o Seu nome!
Está escrito que: “Não penseis que vim para revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.” (Mateus 5:17-19)
“Eu, a todo aquele que ouve as palavras deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhes acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.” (Apocalipse 22: 18-19)
Continuaremos…
Referências:
 1- Whately R, 1825. “On The love of Truth”.
2- George Knight, “Reading Ellen White, How to Understand and Apply Her Writings”.
 Ruth Alencar

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